Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante.Raiz de minha vida, em ti me enredo e afundo.
Amor, amor, amor — o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.
Pobre carne senil, vibrando insatisfeita,
a minha se rebela ante a morte anunciada.
Quero sempre invadir essa vereda estreita
onde o gozo maior me propicia a amada.
Amanhã, nunca mais. Hoje mesmo, quem sabe?
enregela-se o nervo, esvai-se-me o prazer
antes que, deliciosa, a exploração acabe.
Pois que o espasmo coroe o instante do meu termo,
e assim possa eu partir, em plenitude o ser,
de sêmen aljofrando o irreparável ermo.
(Carlos Drummond de Andrade)
8 comentários:
Sempre inspirador! :)
Em homenagem a isto, mais dois selinhos os aguardam no nosso blog. ;)
Bjos e selinhos
MaridoM e EsposaE
adoro as fotos
Jokas
Paula
Brindaram o poema com uma bela imagem, fez jus à Carlos D. de Andrade!
Casal MMs – Amor e Arte!
Esse poema é belíssimo e foi delicioso recordá-lo.
Bom fds procês
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Beijocas
Lindo!
Drummond (sempre genial) e a foto (sempre deliciosa e excitante): combinação perfeita e feliz.
Parabéns, blog gostoso de ler, ver, ouvir e sentir... sempre.
Beijos carinhosos de
{Vita}_Senhor da Torre
Obrigado pelo comnetario.
O site de vc´s continua com imagens de muita classe.
UAU! Adorei a foto! Tá dez e, como já foi dito acima, ilustra deliciosamente o poema.
Beijos mil.
Belissimo poema... intenso e inspirador... Foto, deliciosa!!!
miminhos... atrevidos!
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