quinta-feira, 31 de julho de 2008

Para o Sexo a Expirar

Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante.
Raiz de minha vida, em ti me enredo e afundo.
Amor, amor, amor — o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.

Pobre carne senil, vibrando insatisfeita,
a minha se rebela ante a morte anunciada.
Quero sempre invadir essa vereda estreita
onde o gozo maior me propicia a amada.

Amanhã, nunca mais. Hoje mesmo, quem sabe?
enregela-se o nervo, esvai-se-me o prazer
antes que, deliciosa, a exploração acabe.

Pois que o espasmo coroe o instante do meu termo,
e assim possa eu partir, em plenitude o ser,
de sêmen aljofrando o irreparável ermo.

(Carlos Drummond de Andrade)

8 comentários:

Anônimo disse...

Sempre inspirador! :)

Em homenagem a isto, mais dois selinhos os aguardam no nosso blog. ;)

Bjos e selinhos

MaridoM e EsposaE

Sensualidades disse...

adoro as fotos

Jokas

Paula

Ninguem mais... disse...

Brindaram o poema com uma bela imagem, fez jus à Carlos D. de Andrade!
Casal MMs – Amor e Arte!

Maria Quitéria disse...

Esse poema é belíssimo e foi delicioso recordá-lo.
Bom fds procês
.
.
.
Beijocas

{Λїtą}_ŞT disse...

Lindo!
Drummond (sempre genial) e a foto (sempre deliciosa e excitante): combinação perfeita e feliz.
Parabéns, blog gostoso de ler, ver, ouvir e sentir... sempre.
Beijos carinhosos de
{Vita}_Senhor da Torre

CASAL CASADO disse...

Obrigado pelo comnetario.

O site de vc´s continua com imagens de muita classe.

Sr. C-4 disse...

UAU! Adorei a foto! Tá dez e, como já foi dito acima, ilustra deliciosamente o poema.
Beijos mil.

Bia disse...

Belissimo poema... intenso e inspirador... Foto, deliciosa!!!


miminhos... atrevidos!